
Confraternização de alimentos une participantes de dez países em congresso de educação ambiental
Evento será realizado no dia 22 de julho, em Manaus, durante VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunfidades de Língua Portuguesa; participantes internacionais devem seguir normas da Anvisa para entrada de alimentos no Brasil
Um dos momentos mais aguardados do VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa será a Troca de Sabores e Saberes, marcada para o dia 22 de julho, às 18h30, no Centro Cultural Povos da Amazônia, em Manaus (AM). A atividade reunirá alimentos e expressões culturais dos dez países e comunidades da lusofonia, como forma de valorizar tradições, fortalecer vínculos e celebrar a diversidade sociocultural presente no evento.
O evento tem caráter colaborativo, simbólico e não comercial. “Cada delegação ou congressista recebe convite para trazer alimentos típicos de sua região para compartilhar com os demais participantes de todos os países e comunidades de Língua Portuguesa, promovendo uma degustação em um grande encontro de sabores, saberes e afetos”, explica Henriqueta Raymundo, uma das coordenadoras gerais do evento e que atua como ponto focal da Troca de Sabores e Saberes.
Letícia Rolim, que também atua na organização, alerta que é preciso que os participantes estrangeiros se atentem às normas para a entrada de alimentos no Brasíl (ver tópico abaixo). Além disso, explica que não haverá espaço no Centro Cultural Povos da Amazônia para o preparo de pratos. “Esses produtos alimentícios precisam estar prontos. Cada país vai ter sua mesa e as pessoas vão poder circular para experimentar diferentes sabores e saberes”, conta.
A programação inclui ainda apresentações culturais que expressam a identidade e a ancestralidade dos povos representados no congresso.
Regras da Anvisa para entrada de alimentos no Brasil
Diante da proposta de compartilhamento de alimentos entre os países participantes, a organização alerta os congressistas estrangeiros sobre a necessidade de cumprir as regras sanitárias da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e da Vigilância Agropecuária Internacional (Vigiagro/Mapa) para a entrada de alimentos no Brasil.
Produtos de origem animal, como carnes, queijos e embutidos sem inspeção sanitária são proibidos. Alimentos típicos de origem vegetal, como doces, farinhas, chás, castanhas e compotas, podem ser trazidos desde que estejam rotulados, mesmo que de forma manuscrita, com informações mínimas (nome do produto, data de fabricação, validade e origem) e não tenham fins comerciais. Produtos perecíveis devem estar congelados, lacrados ou embalados a vácuo.
A fiscalização pode ocorrer nos aeroportos e portos de entrada, com risco de retenção ou descarte dos produtos que não atenderem às exigências sanitárias.
“Queremos que esse seja um momento de troca e acolhimento entre os países, mas também é fundamental que todos respeitem as normas sanitárias brasileiras, garantindo segurança para quem participa e para o país que nos recebe”, reforça Henriqueta Raymundo.
Recomendação aos participantes
A organização do congresso orienta que os alimentos trazidos sejam não perecíveis, devidamente identificados e transportados em condições seguras. Será enviado um documento com orientações resumidas aos participantes estrangeiros, com links para consulta às normas da Anvisa e recomendações práticas para a viagem.
A Troca de Sabores e Saberes integra a programação cultural do congresso e representa um momento de acolhimento, partilha e expressão das identidades da lusofonia por meio da alimentação e dos saberes tradicionais.
Congresso
O VIII Congresso Internacional de Educação Ambiental dos Países e Comunidades de Língua Portuguesa será realizado em Manaus, de 21 a 25 de julho de 2025, com o tema Educação ambiental e ação local: respostas à emergência climática, justiça ambiental, democracia e bem viver.
O evento reunirá mais de 1,6 mil congressistas de 10 países e contará com a participação de nomes como a ministra Marina Silva (na abertura) e o pesquisador Carlos Taibo (no encerramento), além de representantes de comunidades tradicionais, instituições acadêmicas e órgãos públicos.
A iniciativa é organizada pela Rede Lusófona de Educação Ambiental (RedeLuso), em parceria com o Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima, Ministério da Educação, Governo do Estado do Amazonas, Secretaria de Estado de Educação e Desporto Escolar do Amazonas, Secretaria de Estado do Meio Ambiente do Amazonas e Fundação Matias Machline.
O evento tem apoio da Associação Portuguesa de Educação Ambiental (Aspea), Articulação Nacional de Políticas Públicas de Educação Ambiental (Anppea), Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), Centro de Educação Ambiental e Preservação do Patrimônio (Ceapp), Fundo Brasileiro de Educação Ambiental (FunBea), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Universidade do Estado do Amazonas (UEA), Instituto Lixo Zero Brasil, Itaipu Binacional, Universidade Federal do Paraná (UFPR), República Portuguesa, Agência Portuguesa do Ambiente (APA), Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), ASL Brasil – Projeto de Paisagens Sustentáveis da Amazônia, Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Tribunal de Contas do Estado do Amazonas e Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).